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Ex-presidente do Rioprevidência, fundo que aplicou no Master, é preso

  • Foto do escritor: carlos alberto carlão
    carlos alberto carlão
  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente em 3 de fevereiro de 2026, em uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, com foco em aplicações realizadas no Banco Master.

O que a PF apura

De acordo com as informações divulgadas por veículos que acompanham o inquérito, a operação examina nove transações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, período em que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Esses títulos foram descritos como de alto risco e, por sua natureza, não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — o que aumenta a sensibilidade do caso, por envolver recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Na comunicação pública sobre a operação, a PF menciona suspeitas que podem envolver crimes contra o sistema financeiro, incluindo, entre outras hipóteses investigativas, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução da administração pública a erro, fraude ao investidor/fiscalização, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Contexto: liquidação do Banco Master e risco fiscal

A investigação ocorre no rastro do agravamento da situação do Banco Master, que está em liquidação extrajudicial, após decisão do Banco Central mencionada em reportagens sobre o caso.

Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que, se houver perdas, o impacto pode chegar ao caixa público: em regimes próprios, o ente federativo tende a ser o responsável final por recompor desequilíbrios. A CNN Brasil destacou avaliação de especialistas de finanças públicas e da IFI de que a recuperação pode ser parcial e depender do processo de liquidação, podendo gerar pressão fiscal para o Estado.

Alertas anteriores e medidas de proteção

Reportagens também registram que o TCE-RJ já havia alertado formalmente sobre o risco e proibido novos aportes ligados ao banco em outubro de 2025, enquanto a apuração federal avançava.

No campo judicial, a CNN noticiou decisão que autorizou a retenção/segregação de valores associados a operações de crédito consignado ligadas ao Master, com determinação de manter o montante em conta exclusiva de banco de primeira linha, como forma de proteger recursos de natureza previdenciária.

Além disso, a Reuters relatou que o Rioprevidência informou estar amparado por decisão judicial anterior que determinou a retenção de valores relacionados ao montante investido, com expectativa de recomposição em prazo estimado (citado pelo próprio fundo) e reforçou que, segundo sua versão, as aplicações seguiram regras vigentes.

Próximos passos

A investigação segue em andamento. Até o momento, os detalhes completos sobre eventuais novas medidas, responsabilizações e recuperação efetiva dos valores dependem do avanço do inquérito e do desfecho do processo de liquidação.

 

 
 
 

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